Numa sociedade em que a solidariedade passou a ser tratada como ameaça e a liberdade individual se encontra submetida à vigilância permanente, um jovem lisboeta é apanhado no centro de um sistema político distorcido que transforma cidadãos comuns em alvos do Estado. Após um gesto simples de ajuda ao próximo, vê-se condenado a uma existência marcada pelo isolamento, pela monitorização tecnológica e pela constante sensação de culpa por ainda sentir empatia. Enquanto revisita memórias de infância, relações familiares, viagens, amores e inquietações existenciais, o protagonista mergulha numa travessia interior na qual realidade, imaginação e crítica social se cruzam de forma intensa e perturbadora. Entre reflexões sobre identidade, solidão, humanidade e pertença, desenha-se o retrato de uma geração perdida entre o conforto tecnológico e a erosão dos vínculos humanos.
Na Era dos Caçadores de Incómodos é uma distopia literária profundamente contemporânea, na qual o medo, o oportunismo e a manipulação coletiva convivem com a necessidade urgente de preservar a sensibilidade e a capacidade de resistir. Uma narrativa simultaneamente íntima e política, poética e inquietante, que desafia o leitor a questionar o rumo das sociedades modernas e o preço de continuar humano num mundo que já não tolera o incómodo da compaixão.
Carla Martinez nasceu em Lisboa a 10 de outubro de 1968. Terminou, em 1986, o ensino secundário e prosseguiu os seus estudos superiores na Faculdade de Ciência Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, no curso de Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Ingleses, optando pela via Educacional. Iniciou a sua carreira docente em 1992 em regime de estágio integrado no ensino das disciplinas de Português e Inglês na mesma escola em que terminara o ensino secundário e onde trabalha com antigos professores, agora colegas de profissão. Casada desde 1995, tem dois filhos. Exerceu a sua atividade docente em várias escolas do distrito de Lisboa num percurso de aproximação à residência. É, desde 2010, professora do quadro da Escola Secundária Fonseca Benevides em Alcântara, Lisboa, onde leciona a disciplina de Língua Estrangeira I (Inglês) a alunos do 3º ciclo básico e secundário com prevalência na modalidade de Ensino a Distância. Concluiu, em 2012, a pós-graduação em Didática do Inglês na Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa defendendo a tese de Mestrado com o trabalho de projeto Que músicas falamos, que culturas cantamos? com publicação no sítio oficial da FCSH entre os anos de 2012 a 2016. A escrita fez-se em estreita concorrência com a atividade docente, tendo a segunda levado sempre a melhor. Obra muito recentemente publicada: Caracteres Navegantes – A todas as noves que nos levarem.


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